Trânsito
Transporte coletivo é normalizado em Pelotas
Após paralisação de três horas durante a manhã desta sexta, trabalhadores chegaram a um acordo com o Consórcio e voltaram às atividades
Leandro Lopes -
Na manhã desta sexta-feira (23), houve paralisação de 70% do transporte coletivo em Pelotas. A mobilização dos trabalhadores começou por volta das 9h30min e perdurou até cerca de 12h30min, quando foi encerrada após um acordo entre o Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários e o Consórcio do Transporte Coletivo de Pelotas (CTCP). Motivados por débitos referentes às férias e falta do adiantamento, cerca de 70 funcionários participaram dos protestos. Aproximadamente 30 veículos ficaram parados no terminal Guanabara, onde foram realizadas as manifestações.
A mobilização foi desencadeada em função do descumprimento do dissídio coletivo da categoria junto ao CTCP. As linhas mais afetadas foram as que circulam pela Zona Norte e pelo Fragata. Havia um acordo para adiantamentos salariais dos funcionários, que deveriam ter recebido os valores no último dia 15. Em decorrência das dificuldades financeiras que o Consórcio atravessa, os trabalhadores aceitaram estender o prazo até esta sexta-feira, porém, o pagamento não foi realizado. Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários, Claudiomiro Amaral, outra demanda reivindicada pela categoria foi a quitação das férias vencidas. "A mão de obra precisa ser paga. Nós entendemos que existam dificuldades, mas precisa ser paga. O pessoal que está entrando em férias e, até mesmo, aqueles que estão voltando, não estão recebendo os valores devidos, o que é um descumprimento da CLT. O adiantamento acertado também não entrou e, por isso, foi realizada a manifestação", explica.
Diante deste contexto, o presidente do CTCP, Enoc Guimarães, lembra que a empresa está em dia com os trabalhadores e que, apesar das dificuldades, segue cumprindo seus compromissos financeiros. "Com as dificuldades financeiras, não temos conseguido pagar os adiantamentos salariais. Estamos há oito semanas em bandeira preta e faz 14 meses que transportamos 30% da nossa capacidade. Mas, ainda assim, estamos em dia com o trabalhador. O que não está sendo pago, reforço, são adiantamentos", explicou. Ele ainda pontuou que os débitos referentes às férias dos funcionários estão restritos a uma empresa específica e não ao Consórcio em sua integralidade. Uma estratégia para equilibrar as contas - que já está sendo discutida desde março - é a negociação de um subsídio junto à prefeitura de Pelotas. Diante das demandas financeiras, ele está estimado em R$180 mil, mas ainda não foi aprovado.
Retorno às atividades
Durante os atos, o Sindicato afirmou que os veículos só voltariam a circular após um posicionamento oficial do Consórcio, que ocorreu no final da manhã. Em documento enviado à categoria, a empresa se comprometeu em dividir os adiamentos em duas parcelas, sendo uma paga ainda nesta sexta-feira e outra repassada na próxima terça. Após reunião com os trabalhadores, o Sindicato aceitou a proposta e as linhas voltaram a operar. Porém, os trabalhadores não descartam uma nova manifestação na quarta-feira, caso o adiantamento de terça não seja efetuado.
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